No dia 19/04 o Instituto Ricardo Brennand, em Recife, recebeu uma experiência cultural especial promovida pela Nova Acrópole, reunindo participantes para uma tarde marcada por aprendizado, inspiração e encantamento. A vivência, conduzida pelo professor Robson Fróes, convidou o grupo a uma leitura viva das obras, integrando arte, simbologia, filosofia e aplicações práticas para a vida contemporânea.

O Instituto Ricardo Brennand é um dos mais importantes espaços culturais do país, conhecido por abrigar um acervo expressivo de obras de arte, esculturas e armas medievais, além de sua arquitetura singular inspirada nos castelos europeus. O ambiente ofereceu um cenário ideal para que os participantes pudessem experimentar a arte como um caminho de reflexão e autoconhecimento.
Ao longo do percurso, através das esculturas clássicas foram sendo reveladas mensagens sobre virtudes, escolhas e desafios humanos permanentes. A figura de Davi foi relacionada à coragem diante dos grandes obstáculos e ao triunfo da inteligência sobre a força bruta. A obra O Pensador inspirou reflexões sobre a necessidade de pausar, pensar e governar a própria mente em tempos de distração constante. Já Eros e Psique abriu espaço para conversas sobre o encontro entre amor e alma, mostrando que relações verdadeiras exigem amadurecimento, confiança e crescimento interior.

O instituto possui uma das apenas cinco réplicas em tamanho real no mundo.


Representações de Afrodite e Eros, suscitaram reflexões sobre amor, afeto e responsabilidade. Ao longo da visita, figuras mitológicas e heroicas ampliaram o diálogo sobre disciplina interior, destino e superação.


Fotos: Escultura “Mefistófeles e Margarida”; peça autêntica francesa do século XIX, feita em madeira e inspirada no drama Fausto, de Goethe.
Um dos pontos de maior impacto aconteceu diante da obra que simboliza Margarida e Mefistófeles. Nessa leitura filosófica, Margarida foi associada à pureza e à alma humana em busca de sentido, enquanto Mefistófeles representou as tentações, atalhos e promessas sedutoras que frequentemente afastam o ser humano de si mesmo. A atividade convidou os participantes a refletirem sobre as escolhas morais cotidianas: entre aparência ou essência, impulso ou consciência, facilidade imediata ou construção verdadeira.



O clima leve, acolhedor e participativo transformou a visita em uma experiência memorável. Ao final, a alegria e a satisfação dos participantes confirmaram o sucesso do encontro e reforçaram o valor de iniciativas que unem cultura e autoconhecimento.
A expectativa agora se volta para as próximas edições, que seguirão aprofundando o diálogo entre arte, filosofia e a própria vida.
