
Com o propósito de fortalecer o pensamento próprio e o desenvolvimento humano, o diretor nacional da Nova Acrópole Brasil Norte, Luis Carlos Marques Fonseca, vem realizando um circuito de cursos pelas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, levando aos alunos os fundamentos do curso “Como Pensar por Si Mesmo”.
Em um mundo marcado pela oferta excessiva de estímulos e pela criação constante de necessidades materiais, o curso propõe uma reflexão urgente: deixar de ser pensado por fatores externos e retomar a capacidade de pensar de forma consciente e autônoma. Segundo o professor, a perda dessa capacidade está diretamente relacionada ao aumento de quadros de ansiedade, angústia e desarmonia interior observados na sociedade contemporânea.
Pensar por si mesmo, explicou Luís Carlos, não significa apenas organizar ideias de maneira lógica, mas desenvolver a razão como força interior, capaz de ordenar a vida de dentro para fora. Trata-se de um exercício contínuo de consciência, no qual cada indivíduo aprende a responder às situações da vida de forma justa e adequada, em vez de recorrer a fórmulas prontas.
Entre os meses de março e abril o curso “Como Pensar por Si Mesmo” percorreu as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. Ao longo dos encontros, mais de mil participantes das unidades de Sinop, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde (MT), além de Belém, Ananindeua (PA) e Brasília (DF), foram convidados a refletir sobre o papel do pensamento filosófico na construção da identidade humana e no fortalecimento da consciência individual. A atividade foi conduzida por meio de reflexões e exercícios práticos voltados ao desenvolvimento da consciência e do pensamento próprio.





Durante os encontros, o professor destacou que pensar é condição essencial para viver de forma plena. Inspirado em ensinamentos da tradição filosófica, especialmente de Platão, o curso abordou o Mito da Caverna como símbolo da “sala da ignorância” que seria o estado em que o ser humano permanece enquanto o “olho da alma” ainda não despertou.
Ele assinala que, na ausência de um desenvolvimento humano consciente, o indivíduo deixa de conduzir a própria vida e passa a ser conduzido por ideias alheias, tornando-se “pensado” pelo mundo. Para não sucumbir a esse estado, é necessário fortalecer a razão e discernir entre os personagens movidos pelas emoções passageiras e o Eu que age com lucidez, consciência e responsabilidade.
Outro ponto central do curso foi a importância de alimentar a mente com bons pensamentos, atravessando conscientemente as etapas da ignorância, da opinião, da reta opinião e, finalmente, da razão, razão esta que é compreendida como o verdadeiro saber pensar.
“O ser humano é um microcosmo e contém tudo em si. É preciso treinar o olho da alma, despertar a inteligência”, ressaltou o professor, lembrando que “o ponto de síntese da consciência reside no coração.”
O circuito reafirma o compromisso da Nova Acrópole com a formação integral do ser humano, promovendo espaços de estudo, reflexão e vivência filosófica que contribuem para o desenvolvimento pessoal e coletivo.
