No sábado, 18 de abril, Brasília recebeu o lançamento do livro O Caminho da Liberdade, de Luís Carlos Marques Fonseca, Diretor Nacional da Nova Acrópole Brasil Norte. O evento aconteceu no Teatro dos Bancários e reuniu alunos, voluntários e convidados para um diálogo conduzido pela filósofa Lúcia Helena Galvão, que mediou a conversa a partir dos principais temas da obra.

Durante o encontro, Lúcia Helena destacou a trajetória do autor e sua dedicação à formação humana ao longo de mais de quatro décadas. “Esperamos que este seja o primeiro de muitos livros que o senhor nos presenteie, pois sua vivência é uma verdadeira enciclopédia para nós. Hoje são mais de 70 escolas sob sua direção, cerca de 5.200 alunos e uma missão clara de promover a formação integral do ser humano”, afirmou.
Ao apresentar o eixo central da obra, Luís Carlos explicou que a filosofia tem como propósito libertar a consciência, ampliando-a por meio da vivência e da integração de novas perspectivas. Para ele, a verdadeira liberdade se encontra no “aqui e agora”, na abertura ao desconhecido e na coragem de explorar territórios internos ainda não visitados.
“O filósofo é aquele que ama a sabedoria. E amar é buscar o que ainda não se conhece, é entrar no mistério. A liberdade nos oferece condições de entrar no novo. Ressaltando, no entanto, que a liberdade não é ausência de leis: Assim como ao visitar a casa de um amigo respeitamos suas regras, conhecer as leis da natureza é o que nos permite participar conscientemente dela”. (Luis Carlos Marques).
A metáfora da águia, presente na capa do livro, foi utilizada para simbolizar esse caminho de expansão da consciência. Segundo o autor, assim como a águia domina os elementos externos: fogo, ar, terra e água, o ser humano pode dominar os elementos internos: o corpo físico (terra), a energia vital (água), as emoções (ar) e a mente (fogo), alcançando maior harmonia em todas as dimensões da vida.
Questionado sobre a dor como veículo de consciência, Luís Carlos destacou que ela não deve ser compreendida como castigo, mas como oportunidade de reposicionamento interior. A consciência, explicou, precisa preceder a dor, permitindo que o ser humano se transforme antes de se revoltar contra as circunstâncias. O excesso de identificações e apegos, acrescentou, reduz o espaço interno e gera desarmonia, enquanto a filosofia busca integrar e ampliar.

No diálogo, também foi abordada a limitação da educação contemporânea, muitas vezes voltada apenas para a profissão e o acúmulo de bens materiais. Para o autor, a verdadeira realização nasce da participação plena na vida e na natureza. O ecletismo, nesse contexto, é apresentado como uma virtude essencial, pois permite aprender com tudo e com todos, ampliando a visão de mundo.
Luís Carlos ressaltou ainda que a filosofia é um caminho do coração — símbolo de amor, integração e consciência. Ver com o coração, explicou, é abrir-se ao outro e à vida com bondade e compreensão, sem conivência com o erro, mas com responsabilidade e lucidez.
O encontro entre Lúcia Helena Galvão e Luís Carlos Marques Fonseca ofereceu ao público uma visão prática e simbólica da filosofia como instrumento de transformação pessoal e social. Filosofia: o caminho da liberdade reafirma que a sabedoria não está apenas nos livros, mas sobretudo na vida, na experiência e na expansão da consciência.



