No dia 23 de junho, a Nova Acrópole de Valparaíso de Goiás realizou a palestra “Quem nos tornamos ao ajudar alguém a desenvolver seu potencial?”, direcionada a servidores, professores e terapeutas do Centro Integrado de Educação Inclusiva de Valparaíso.

A atividade, conduzida por Dalila Silveira, convidou os participantes a refletirem sobre uma questão muitas vezes esquecida nos processos educativos e de cuidado: ao ajudar alguém a crescer, quem nos tornamos? A palestra destacou que o desenvolvimento humano não ocorre em uma única direção. Toda vez que alguém é acompanhado em seu amadurecimento, há também uma transformação silenciosa em quem educa, orienta e cuida.
Inspirado na filosofia clássica, o encontro ressaltou que o ser humano foi feito para crescer em cooperação. Longe da ilusão da separatividade e do mérito exclusivamente individual, a palestra apresentou a ideia de que nenhuma realização humana acontece sem uma rede de relações que sustenta e possibilita o florescimento do potencial latente em cada pessoa.

Durante a exposição, foi enfatizado que o potencial humano raramente se apresenta de forma evidente. Ele costuma surgir como fragilidade, insegurança ou tentativa ainda incompleta. Nesse contexto, o papel do educador, terapeuta ou servidor é desenvolver um olhar capaz de ver além dos limites atuais, reconhecendo sementes onde, muitas vezes, só se enxerga a terra seca.
A palestra também abordou as qualidades interiores que nascem em quem ajuda genuinamente: paciência para respeitar ritmos que não controlamos, esperança para continuar acreditando quando os resultados ainda não são visíveis, humildade para reconhecer que não produzimos o crescimento do outro, e presença para acompanhar sem pressa ou ansiedade.
Reunindo profissionais que atuam diretamente com crianças com necessidades especiais, autistas e neurodivergentes, o encontro promoveu um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências, fortalecendo uma prática educativa mais sensível às singularidades humanas.
Ao final, a reflexão conduziu os participantes a uma compreensão mais ampla de fraternidade: perceber que a vida do outro não nos é indiferente, que a vitória do outro não diminui a nossa, mas a amplia. A atividade reafirmou que contribuir para o florescimento de alguém é também uma forma profunda de realizar o próprio potencial humano.
A palestra integra as ações da Nova Acrópole voltadas à aplicação prática da filosofia na formação humana, reforçando seu compromisso com a educação, a cultura e o voluntariado como caminhos para o desenvolvimento individual e coletivo.
