Nova Acrópole participa de diálogo sobre tecnologia, inteligência artificial e humanidade no IFPB.

Encontro reuniu professores para refletir sobre os desafios éticos da inteligência artificial e o papel do ser humano diante dos avanços tecnológicos, tendo a participação do professor Gabriel Gondim, da Nova Acrópole.

No dia 16 de outubro, o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), em João Pessoa, recebeu a mesa-redonda Tecnologia e Humanidade: Quem deve servir a quem? — A Inteligência Artificial e a Arte de Continuar Humano. A atividade reuniu os professores Lucas Cavalcanti Cruz, Gabriel Gondim, professor de Filosofia da Nova Acrópole, e Lafayette Batista Melo, no auditório da Unidade Acadêmica de Gestão (UAG).

O encontro propôs uma reflexão sobre as relações entre o desenvolvimento tecnológico e a condição humana, trazendo ao debate questões éticas e filosóficas sobre o uso da inteligência artificial e os rumos de uma sociedade cada vez mais mediada pelas tecnologias.

A pergunta que deu título à mesa-redonda — quem deve servir a quem? — convida a pensar sobre a finalidade do conhecimento e das ferramentas que a humanidade desenvolve. Embora a tecnologia amplie as possibilidades de realização de tarefas, acesso à informação e resolução de problemas, permanece a questão fundamental: a serviço de quais valores e propósitos ela deve ser utilizada?

A Filosofia e o desafio de continuar humano

A perspectiva filosófica contribui para esse debate ao ampliar a compreensão sobre o que significa ser humano. Mais do que acumular informações ou realizar operações lógicas, a formação humana envolve desenvolver a capacidade de refletir, discernir, reconhecer o outro e agir com responsabilidade.

Em reflexões da professora Lúcia Helena Galvão, da Nova Acrópole, sobre inteligência artificial, são abordadas capacidades humanas como a intuição, a imaginação, a criatividade e a inspiração. Essa abordagem propõe examinar as particularidades da experiência humana e os aspectos que não podem ser reduzidos ao processamento de informações.

Sob esse olhar, a questão não se resume a comparar o desempenho das máquinas com o das pessoas, mas a compreender como o desenvolvimento tecnológico pode ser acompanhado pelo desenvolvimento da consciência. A inteligência, quando orientada pela ética, permite avaliar não apenas aquilo que podemos fazer, mas também aquilo que devemos fazer e as consequências de nossas escolhas.

Essa reflexão se aproxima de uma das questões fundamentais da Filosofia: o conhecimento precisa estar acompanhado da compreensão de seu propósito. A tecnologia pode oferecer recursos e ampliar capacidades, mas cabe ao ser humano assumir a responsabilidade por suas escolhas e pelo uso que faz dessas ferramentas.

Ao promover o diálogo entre tecnologia e humanidade, a mesa-redonda abriu espaço para pensar os desafios contemporâneos a partir de uma perspectiva que coloca a formação humana no centro da discussão. Afinal, continuar humano diante das transformações tecnológicas significa também cultivar a consciência, a ética e os valores que orientam a convivência e dão sentido à ação.

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