Entre a mente e o coração: encontro filosófico aborda atitudes para preservar a vida.

Cuidar da mente é, antes de tudo, cuidar da vida. Essa foi a tônica do encontro que uniu ciência e filosofia em uma noite de reflexões profundas sobre o valor de existir.

Em sintonia com a campanha Setembro Amarelo, a Nova Acrópole Asa Sul, em Brasília, promoveu no dia 25 de setembro o encontro “Atitudes e Reflexões para a Preservação da Vida”, reunindo cerca de 30 participantes de turmas avançadas do curso Filosofia à Maneira Clássica. O evento contou com o apoio da Clínica Seraphis – Nova Medicina e a presença das palestrantes Lara Fernandes, médica psiquiatra, e Joelma Naves de Carvalho, psicóloga clínica.

Cenário atual – o desafio da saúde mental

Foto: Psiquiatra Lara Fernandes, voluntária de Nova Acrópole.

Em um tempo de pressa e dispersão, cuidar da mente tornou-se um desafio coletivo. Na primeira parte do encontro, a Dra. Lara Fernandes apresentou o contexto da campanha Setembro Amarelo e trouxe dados sobre a dimensão do problema do suicídio no Brasil e no mundo. Falou sobre mitos e desinformações que dificultam a prevenção e destacou os principais fatores de risco, além de atitudes e discursos que devem ser evitados.

A médica ressaltou que “o cuidado com a saúde mental é uma responsabilidade compartilhada e começa com a escuta e o acolhimento”, lembrando que informação correta e empatia são pilares da prevenção.

O equilíbrio como conquista interior

Foto: Joelma de Carvalho, psicóloga clínica, voluntária de Nova Acrópole.

Na segunda parte, a psicóloga Joelma Naves de Carvalho abordou caminhos práticos para fortalecer a saúde emocional, enfatizando o papel do autoconhecimento e da autorregulação emocional. Explicou que o equilíbrio interior nasce da capacidade de reconhecer e transformar as próprias emoções, alcançando um estado de segurança e serenidade.

A reflexão filosófica esteve presente em todo o diálogo: cuidar da mente é também cuidar da alma, e a harmonia entre pensamento, sentimento e ação é uma das bases da filosofia clássica.

Caminho – a filosofia como prática de vida

Encerrando o encontro, Joelma propôs uma ponte entre psicologia e filosofia, destacando a importância da corregulação emocional — o apoio mútuo entre pessoas — e o papel da psicoterapia e dos recursos médicos no alívio do sofrimento intenso.

As reflexões finais lembraram que “a filosofia é uma arte de viver”, capaz de inspirar atitudes concretas de cuidado, fraternidade e propósito.

O evento reforçou a visão da Nova Acrópole de que a filosofia é também uma ferramenta de organização interna, que ajuda o ser humano a encontrar serenidade, clareza e sentido — condições essenciais para preservar e valorizar a vida.

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