
“A mente não é um vaso a ser preenchido, mas um fogo a ser aceso”
Plutarco
Dia desses – precisamente em 15 de outubro – foi Dia dos Professores, a data foi marcada no ano de 1827 pela assinatura do Decreto Imperial de Dom Pedro I, quando criou as Escolas de Primeiras Letras no Brasil, e regulamentou o ensino elementar no país. A Unesco, no entanto, considera a data de 5 de outubro como sendo o Dia Mundial dos Professores.
Independente do dia certinho, o fato é que recebi, recentemente, um desafio que muito me fez refletir. Disseram-me: “O que a educação já te ensinou sobre o ser humano? Pense em todas as crianças, adolescentes, famílias e pessoas que já passaram pela sua trajetória como educadora… Se pudesse descrever, qual seria sua lista de 10 aprendizados?”.
Lembro-me de ter ficado pensativa com a pergunta, afinal são anos dedicados à pedagogia, e as recordações são muitas, mas para a minha surpresa, as respostas não vieram de conceitos e ideias que estudei sobre educação ao longo do tempo, mas vieram de dentro do meu coração, e ao saírem elas expressaram um pouco do que sinto quando estou cumprindo minha missão de educar.
O que a educação me ensinou sobre o ser humano?
1º – Só aprendemos e crescemos de verdade quando somos genuinamente amados pelo que somos.
2º – Um sorriso, um abraço, uma escuta sensível e sincera marcam a vida das pessoas.
3º – Aprender pode ser leve e divertido.
4º – Quando tocamos o coração de um ser humano, é a sua alma que passa a conduzi-lo.
5º – Mais aprende quem ensina.
6º – Ensinamos muito mais pelo exemplo – por aquilo que somos – do que pelo que falamos somente com a intenção de doutrinar ou impressionar o outro.
7º – Não importa o tempo que passe… algumas marcas atravessam barreiras de tempos e distâncias.
8º – Nós nunca estaremos 100% prontos para ensinar. Muito da nossa inspiração vem durante a ação.
9º – Educar é trazer à tona a Vida, tal qual uma semente que brota, cresce e se desenvolve.
10º – Depois de tudo, ainda acredito que educar é despertar no ser humano o que ele tem de melhor e de mais bonito.
Sei que pode parecer utópico pensar em uma educação que contemple essas ideias, sabemos que o sistema educacional muitas vezes segue contra as correntezas desse rio, mas sei também que aquilo que vivemos com a nossa máxima entrega e autenticidade, torna-se parte da nossa própria verdade.
Portanto, educação – para mim – segue sendo, como o filósofo grego Plutarco uma vez falou, mais semelhante ao ato de acender uma vela do que de encher um copo. É mais um despertar interior de potencialidades, do que um conteúdo a ser preenchido com informações. E o papel do professor é como o de um jardineiro, que ao invés de despertar sementes, acorda as almas dos seres humanos com os quais entra em contato.
Aline Nascimento Freitas
Aluna e professora da Nova Acrópole
Lago Norte/Brasília – DF

Vídeo: EDUCAÇÃO EM VALORES – Prof. Lúcia Helena Galvão: “Valores constroem civilizações e a ausência de valores desmontam civilizações! É assim que funciona… Sempre foi assim!”. Tema extremamente importante para o mundo atual, quando a Educação passa a dar cada vez maior relevância à transmissão de conteúdos do que à formação de caráter, ao afloramento dos valores que estão latentes dentro do ser humano, desde a infância.
Música: Mozart: The Magic Flute – Overture: A abertura de “A Flauta Mágica”, de Mozart, revela a genialidade de uma música que harmoniza solenidade, leveza e mistério. Sob a regência sensível de Benjamin Zander, a Boston Philharmonic Orchestra transforma cada acorde em um convite à descoberta, conduzindo-nos por uma jornada em que a beleza da arte desperta em nós o desejo de conhecer, amadurecer e transcender.
Livro: O filósofo autodidata: Este é um texto escrito no início do século XII, por um autor muçulmano da Andaluzia. Trata-se da história de Hayy ibn Yaqzân, um herói solitário aos moldes de Tarzã, que parte à conquista do mundo. Suas aventuras alimentam a reflexão sobre a natureza e a cultura, a civilização e a vida “selvagem” – daí a alcunha de “filósofo autodidata”. A obra de Ibn Tufayl mistura a tradição mística ao racionalismo, ilustrando perfeitamente a situação da Andaluzia medieval, que situava-se a meio caminho entre o Ocidente e o Oriente, entre a Antiguidade e a Modernidade.
