Nova Acrópole Belém participa de ação do Ministério Público do Estado do Pará com palestra sobre virtudes para atravessar crises

Em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à promoção dos cuidados com a saúde mental, a Nova Acrópole Belém participou, no dia 17 de setembro, de uma programação promovida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Na ocasião, Patrícia Muniz ministrou a palestra “Virtudes que nos permitem atravessar as crises”, propondo uma reflexão sobre como a Filosofia pode contribuir para uma relação mais consciente com os desafios da vida.

Patrícia destacou que a Filosofia não substitui os recursos utilizados na prevenção e no tratamento da saúde mental, mas pode ampliar o olhar sobre o ser humano, suas escolhas e a maneira como enfrenta as dificuldades. Nesse sentido, pode ser também uma ferramenta cotidiana de autoconhecimento e prevenção.

A partir do significado da palavra “crise”, associado a ideias como decisão, julgamento e discernimento, a palestra propôs compreender esses momentos como experiências que podem exigir maior clareza para perceber o que precisa ser transformado. Sem romantizar o sofrimento, a reflexão apontou que as dificuldades também podem revelar fragilidades e tendências que permanecem menos visíveis em períodos de tranquilidade.

Entre as virtudes apresentadas como recursos para atravessar esses períodos estiveram autoestima, empatia, paciência, esperança, vontade, serenidade, coragem, lucidez e organização. A palestrante ressaltou que essas qualidades não são desenvolvidas apenas durante as crises, mas cultivadas no cotidiano, por meio da observação das próprias ações e escolhas.

A reflexão também abordou a importância das relações humanas. Para atravessar as dificuldades de maneira equilibrada, não se trata de eliminar todas as circunstâncias ou pessoas que causam desconforto, mas de aprender a lidar com as diferenças sem abrir mão dos próprios valores.

Ao final, a imagem japonesa do kintsugi, técnica de restauração de peças quebradas com materiais preciosos, foi apresentada como símbolo da transformação proporcionada pelas experiências difíceis. Assim como as marcas de uma peça restaurada passam a fazer parte de sua história, as dificuldades vividas também podem contribuir para uma existência com mais profundidade e significado.

A proposta apresentada pela Nova Acrópole foi, portanto, a de compreender a Filosofia não apenas como um campo de estudo, mas como uma atitude diante da vida: uma ferramenta para observar, escolher, agir e aprender com as experiências. Em vez de atravessar uma crise e retornar ao ponto de partida, a reflexão convida a buscar aquilo que pode ser transformado a partir dela, para que, ao final do caminho, seja possível sair não apenas sobrevivente, mas também um pouco melhor do que se entrou.

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