
A Filosofia como guia para um envelhecimento ativo, consciente e pleno foi um dos destaques da 5ª Semana da Longevidade, realizada entre os dias 14 e 16 de maio de 2026, no Centro Cultural de Brasília (CCB). O evento reuniu especialistas de diversas áreas para debater saúde, proteção, direitos e qualidade de vida da população idosa.
Um dos momentos marcantes da programação foi a palestra ministrada na sexta-feira (15) pela professora Isabela Gontijo, representante da Nova Acrópole Brasil, com o tema “O Outono Dourado: Sabedoria, Propósito e a Arte de Ser Feliz”. Inspirada nos ensinamentos da Filosofia Clássica, a palestrante convidou o público a refletir sobre a maturidade como uma etapa de conquista interior, colheita de experiências e aprofundamento do sentido da vida.

Durante a apresentação, Isabela Gontijo propôs uma mudança de paradigma sobre o envelhecer, apresentando essa fase como um período fértil para o desenvolvimento da sabedoria, da consciência e da reconexão com o propósito existencial. A maturidade foi abordada como um ciclo natural da vida, no qual o ser humano pode manifestar com maior profundidade os valores cultivados ao longo de sua trajetória.
“A Filosofia nos ensina que a vida se desenvolve em ciclos. A maturidade é o momento de expressar a sabedoria adquirida, viver com mais clareza de propósito e compartilhar essa vivência com a sociedade”, destacou a professora.
A palestra atraiu um público diverso, composto por idosos, familiares, cuidadores e profissionais da área do bem-estar. A abordagem filosófica complementou a programação técnica do evento, que também abordou temas como segurança digital para a terceira idade e cuidados institucionais de longa permanência, ao enfatizar aspectos ligados à saúde mental, emocional, dignidade e autoconhecimento.
Para os organizadores da Semana da Longevidade 2026, a participação da Nova Acrópole reforçou o propósito central do evento: promover a compreensão de que envelhecer com qualidade é um direito e uma construção coletiva, sustentada por escolhas conscientes ao longo de toda a vida. A reflexão proposta pela palestra evidenciou que felicidade e plenitude não dependem da idade cronológica, mas da presença de um propósito de vida significativo.
