
A Nova Acrópole Brasil participou, dia15 de abril, da palestra virtual “O Direito de Ser Consciente”, realizada em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O encontro contou com a participação das professoras e voluntárias Carina Maia e Steffanie Schmidt, a convite do professor Denison Aguiar. A atividade foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da UEA no YouTube, ampliando o alcance do diálogo para além do ambiente acadêmico.
Durante a palestra, o professor Denison Aguiar abordou a consciência como a capacidade de o ser humano reconhecer a si mesmo e realizar-se como humano, destacando que esse reconhecimento é fundamental para que a sociedade se torne mais humana. Ao reconhecer a própria humanidade, o indivíduo amplia também sua capacidade de reconhecer o outro como ser humano, fortalecendo relações pautadas na dignidade, no respeito e na ética.
A professora Carina Maia ressaltou que a consciência se constrói na relação consigo, com os outros e com o mundo, por meio de nossas percepções. Apresentou duas chaves para sua compreensão: a consciência como o centro do ser humano, expressão de sua humanidade, e a consciência como algo que pode deslocar-se conforme nossos estados emocionais, mentais e identificações. O autoconhecimento, segundo ela, possibilita ao ser humano escolher agir a partir desse centro, com maior lucidez e responsabilidade.
Já a professora Steffanie Schmidt associou a consciência à presença, compreendida como a base para agir a partir do centro interior, e como uma potencialidade de harmonização interna e externa, definida como a capacidade de “ajustar-se à vida sem conflito”. Ela também destacou obstáculos ao desenvolvimento da consciência, como o automatismo, caracterizado pela falta de presença nas ações, e a falta de autenticidade, entendida como a ausência de si mesmo no agir cotidiano.
Foram apontados obstáculos ao desenvolvimento da consciência, destacando o automatismo, caracterizado pela falta de presença nas ações, e a falta de autenticidade, compreendida como a ausência de si mesmo no agir cotidiano. Segundo Steffanie Schmidt, superar esses desafios é essencial para que o indivíduo possa atuar de forma mais consciente, alinhando pensamento, sentimento e ação.
Ao final do encontro, os professores conduziram uma reflexão simbólica sobre a consciência como uma chama interior, convidando todos a se perguntarem se estão sendo uma chama acesa, viva e atuante, ou se essa chama — a consciência — estaria enfraquecida ou apagada no cotidiano. Essa ideia dialogou com as citações que inspiraram o encerramento do encontro:
“Trabalhe para manter viva em seu peito aquela pequena faísca de fogo celestial, chamada consciência.”
— George Washington
“O verdadeiro conhecimento de si mesmo é o despertar da natureza do homem na consciência.”
— Helena Blavatsky
As reflexões reforçaram a consciência não apenas como um conceito abstrato, mas como uma contínua responsabilidade, que precisa ser cultivada diariamente por meio da presença, da autenticidade e da coerência entre valores e ações.
A participação da Nova Acrópole nesse espaço acadêmico reafirma seu compromisso com a difusão da filosofia prática e com o diálogo entre educação, ética e sociedade, contribuindo para a formação de indivíduos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com o bem comum.
