Abrir a mente: tornar nossas as melhores ideias

Autora: Delia Steinberg Guzmán (1943–2023), presidente honorária da Nova Acrópole

É possível pensar totalmente sozinhos, sem nenhuma influência? Acredito que não. Ninguém tem essa capacidade. O que podemos fazer, na verdade, é acolher ideias de outras pessoas que se ajustem tanto às nossas que passem a parecer, com o tempo, inteiramente nossas.

O que podemos fazer é interiorizar ideias, pensamentos, crenças que intuamos ser os que mais nos correspondem.

Quando se trata de convicções, o mais importante não é a originalidade, nem possuir uma ideia inédita jamais expressa antes, mas sim viver com autenticidade uma ideia que talvez venha de tempos remotos, mas que nos seja útil e apropriada para construir todo um sistema de valores.

O primeiro passo, portanto, consiste em abrir a mente, exercendo a imaginação criadora e a intuição, não se fechar.

Pelo exercício do pensamento, pela escuta atenta, pela leitura profunda, pela pausa diante das palavras e de seus significados, nasce, pouco a pouco, uma confiança serena nas certezas que começam a despontar.

O segundo passo é tentar viver essas ideias e intuições, torná-las nossas, aplicá-las, ainda que com erros e tropeços, porque também se aprende com os próprios erros.

Se conseguirmos viver plenamente alguns poucos grandes sentimentos e algumas poucas ideias claras, experimentaremos a segurança de sermos senhores de nós mesmos.

É evidente que não devemos confundir nossas convicções com a verdade absoluta.

Querer é poder. E, neste caso, se você quiser, poderá começar a viver com coerência seus melhores sentimentos, ideias e valores morais.

A chave está em você.

Trecho extraído do livro “O que fazemos com o coração e a mente”

🎥 Há uma série especial sobre este livro disponível no AcrópolePlay. Assista em: www.acropoleplay.com

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