• topo branco marmore

Cientistas da Universidade de Liverpool estão investigando como uma planta de Madagascar pode ser criada para ajudar a produzir cultivos em condições ambientais extremas. A planta, kalanchoe fedtschenkoi, é única porque, diferentemente das plantas normais, captura a maior parte de seu dióxido de carbono durante a noite, quando o ar é mais frescos e úmido, alcançando uma eficiência no manejo da água 10 vezes maior que as normalmente cultivadas na agricultura, como o trigo.

Os cientistas empregaram as mais novas técnicas de sequência de DNA para analisar o código genético da planta e compreender como funciona durante a noite. O projeto vai gerar uma base de dados genómico que será empregada como um recurso disponível através da Internet para os biólogos de todo o mundo, especializados em vegetais.

A investigação chega a um momento em que muitas áreas agrícolas em muitas partes do mundo, destinadas a produzir alimentos como arroz e trigo, são transformadas em plantações para a produção de biocombustíveis como o bioetanol, substituto proposto para o petróleo. Os cientistas acreditam que os novos genes encontrados na Kalanchoe apontarão um modelo de como se poderão estabelecer plantações destinadas a produzir energia em terras desérticas e semidesérticas sem utilização atualmente, em vez de utilizar terras férteis que são necessárias para a produção de comida.

"Existe uma grande preocupação por déficit de alimentos na atualidade, com o número crescente de terras de cultivo sendo dedicadas aos biocombustíves", alerta o biólogo James Hartwell. Toda iniciativa que ajude a preservar as terras de cultivo para a produção de alimento é bem vinda.

Por outro lado, como resultado de mudanças no clima do planeta, o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática tem estimado uma grande expansão das regiões áridas, e por isso existe uma necessidade crescente de desenvolver novos cultivos que possam ser produtivos mesmo em desertos.

"A Kalanchoe é um bom exemplo de como as plantas podem prosperar em ambientes extremos. Se conseguirmos compreender como é capaz de realizar a fotossíntese empregando muito menos água que outras plantas atuais, poderemos ser capazes de empregar seu código genético para desenvolver um cultivo capaz de crescer em condições ambientais extremas. É essencial que as terras férteis de cultivo sejam destinadas a produção de alimentos", comenta Hartwell.

Fonte:
www.amazings.com

O adaptrônica é uma ciência relativamente nova que permite que as coisas materiais se adaptem às circunstâncias do ambiente, e assim amenizem as vibrações, eliminem o ruído ou avisem de falhas estruturais, antes que apareçam as primeiras rachaduras. A tudo isso chamamos um "comportamento inteligente", porque se assemelha ao comportamento humano.

Por exemplo, antigamente os moinhos de vento, sempre trabalhando para produzir energia para moer trigo, eram interrompidos por seu responsável em ocasiões em que um vento muito forte pudesse afetar estruturalmente as lâminas. Bem, os moinhos, atualmente, também utilizados para gerar energia, nesse caso chamada eólica, que acumula eletricidade em baterias, também desligam em condições extremas, porém sem intervenção humana, e sim usando uns sensores ou fibras de piezocerâmica incorporadas ao material das lâminas. Estas fibras podem converter a pressão em sinais elétricos que são enviados a um computador que funciona como uma estação de controle.

A adaptrônica investiga materiais que reagem em resposta ao calor, à eletricidade, à luz e ao magnetismo. Trata-se de criar sistemas adaptativos, ou seja, materiais que sirvam como nervos e músculos, para que, por exemplo, em um futuro não muito distante, os helicópteros voem mais silenciosos, e os passageiros dos ônibus não percebam os solavancos, ou que as pontes suportem a passagem dos trens ou apenas de bicicletas. Na realidade, estes materiais com cérebro levamos já em cima do nariz: os cristais das lentes fotocromáticas escurecem ao sol ou clareiam na sombra.

A ninguém surpreende mais saber que há raquetes de tênis capazes de absorver as vibrações (embora utilizando uma forma de adaptrônica passiva) para evitar o estresse em músculos e tendões do cotovelo que podem produzir o tão incômodo "cotovelo de tenista".

A principal inspiração da adaptrônica é a natureza. De fato, os peritos em adaptrônica falam sobre como criar materiais como se fossem organismos vivos. Por exemplo, quando nosso braço levanta um peso, uma série de sinais nervosos são enviados ao cérebro para produzir a adequada tensão muscular que se ajusta ao peso a ser levantado.

Na indústria automobilística já são utilizadas várias investigações em adaptrônica, desde um teto de automóvel que se adapta à velocidade para atenuar o ruído no interior do veículo, até ligas metálicas que se transformam com o calor e recuperam sua forma original ao serem resfriadas, para fazer carros mais seguros. Mas também o amortecimento do ruído pode ser utilizado no sentido oposto: imagine um carro que em condições de condução menos seguras poderiam fazer mais e mais barulho para evitar no condutor ações temerárias ou que poderiam pôr vidas em risco.

Ainda pensando sobre o comportamento do nosso corpo, há quem esteja investigando com pinturas inteligentes que, após um acidente, se diluíram, para logo voltar a recomporem-se por si mesmas, como uma segunda pele.


O adaptrônica já está em toda parte, e logo nos parecerá que os materiais fazem parte de nossas vidas, porque também contêm vida.


Juan Carlos del Rio

 

Anuário Nacional 2017

Confira as atividades da Nova Acrópole no Brasil!

Anuario-BRASIL-2017-mini

Anuário Internacional 2016

As atividades de Nova Acrópole no mundo, confira!

Anuario-OINA-2016-mini

Livraria Virtual

     

      Livraria Virtual Giordano Bruno

 Livros, revistas, ... confira nossas promoções!